Connect with us

Hi, what are you looking for?

Weastar

ECONOMIA

AHRESP pede “«vacina» a fundo perdido” para empresas de restauração e alojamento

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou ao governo uma proposta com novas medidas para “proteger as empresas e o emprego”, sustentando que aquelas não resistirão à crise sem “uma «vacina» a fundo perdido”.

“Perante uma nova fase de confinamento geral, com a drástica imposição de encerramento legal das atividades de restauração e similares, impõe-se uma forte injeção financeira a fundo perdido nas empresas da restauração, similares e do alojamento turístico”, refere a associação empresarial, em comunicado.

Segundo a AHRESP, o pacote entregue ontem ao governo “consiste no reforço dos apoios a fundo perdido para a liquidez das empresas, na maior proteção do emprego e na intensificação do apoio ao pagamento das rendas”.

Também ontem, o governo, através do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, apresentou uma série de medidas de apoio para empresas no âmbito do novo confinamento geral, que deverá ter a duração mínima de um mês.

Esta restrição imposta na sequência da renovação do estado de emergência impõe o encerramento legal das atividades da restauração e similares, permitindo apenas o funcionamento em regime de «take-away» e entrega ao domicílio («delivery»).

“As restrições impostas no âmbito deste novo confinamento, com o dever de permanecer em casa, a obrigatoriedade do teletrabalho e o substancial aumento das coimas pelo não cumprimento das regras sanitárias agravam a já muito debilitada situação financeira de toda a atividade turística. Para além do encerramento legal da restauração e similares, também o alojamento turístico se vê obrigado a suspender a atividade, com consequências dramáticas para a sustentabilidade dos negócios e manutenção dos postos de trabalho”, salienta a AHRESP, cujo mais recente inquérito revela “empresas sem meios e condições para continuar a lutar pela sua sobrevivência”.

Na área da restauração, 39% das empresas ponderam avançar para insolvência, dado que as receitas realizadas e previstas “não permitirão” suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento da sua atividade, depois de uma quebra de faturação que, em dezembro, esteve acima dos 60% em 56% das firmas inquiridas.

Segundo a associação empresarial, cerca de 13% destas empresas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em dezembro e 18% só o fez parcialmente, sendo que 50% já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia.

Em relação às empresas de alojamento turístico, 20% das empresas indicam estar com a atividade suspensa e, das empresas com atividade em funcionamento, 43% indicaram uma ocupação máxima de 10% no mês de dezembro. “A quebra de faturação do mês de dezembro foi devastadora: 61% das empresas registaram perdas acima dos 80%”, indica a AHRESP.

À data de preenchimento do inquérito, apenas 12% das empresas indicaram terem reservas para o período da Páscoa, 32% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho e 16% ponderam avançar para insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos.

Considerando “urgente” a adoção de medidas “específicas e excecionais” para a proteção das empresas e do emprego, a AHRESP sugere o reforço das tesourarias com a atribuição de apoio a fundo perdido através do programa Apoiar.PT, aumentando a intensidade de apoio nas micro, pequenas e médias empresas; o apoio excecional à manutenção do emprego, com o apoio a 100% dos salários dos trabalhadores (sem limites de quebras de faturação) e isenção a 100% da TSU; e o apoio a fundo perdido ao pagamento de rendas, com o reforço do programa Apoiar Rendas, nomeadamente com o apoio a 100% do valor das rendas nos meses de janeiro e fevereiro.

“Quando a tão desejada recuperação da atividade económica se iniciar e a procura se acentuar, teremos de garantir a necessária capacidade de oferta, protegendo e preservando as 120.000 empresas da restauração, similares e do alojamento turístico e os seus 400.000 postos de trabalho diretos”, frisa a AHRESP.

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Advertisement

May Also Like

Copyright © 2020-2030 Weastar.com. powered by WeaStar.